Felipe Nelson Souza dos Santos, goleiro de 28 anos, foi assassinado na madrugada de sábado, 13 de dezembro de 2025, por volta das 3h50, na rua Ygarapé, bairro Monte das Oliveiras, zona Norte de Manaus. O crime ocorreu em frente a um bar, logo após uma partida de futebol amador com amigos, quando um homem em motocicleta se aproximou do grupo, efetuou diversos disparos contra Felipe e fugiu rapidamente pela rua escura. Vídeos de câmeras de segurança capturam a execução em tempo real, mostrando o motoqueiro parando, atirando sem chance de reação para a vítima e acelerando em fuga, enquanto companheiros correm em pânico gritando por socorro.
A Polícia Militar isolou a área em minutos, e peritos do Departamento de Polícia Técnico-Científica recolheram múltiplos estojos de munição calibre .380 no asfalto ensanguentado. Felipe, alvejado no tórax e na cabeça, caiu sem vida ainda no local, com amigos em choque acionando o Samu que nada pôde fazer. Horas antes, ele postara stories animados nas redes sociais convidando para o jogo "para desestressar", parte de uma confraternização pós-campeonato amador com prêmios em dinheiro pela Kings Liga TZL, time Leão de Judá onde atuava como titular dedicado.
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros assumiu as investigações, analisando as imagens nítidas das câmeras para identificar o assassino e a moto pela placa ou características. Indícios apontam para possível erro de alvo ou acerto de contas no meio esportivo local, sem antecedentes criminais conhecidos da vítima. Até agora, o suspeito permanece foragido, mas buscas com drones e barreiras ocorrem intensamente na zona Norte, com divulgação da fisionomia do motoqueiro para a população.
O homicídio gerou comoção no bairro Monte das Oliveiras e no futebol amador manauara, com o time Leão de Judá emitindo nota de luto pela perda de um "guerreiro das traves". Familiares e amigos organizam velório na tarde de domingo na sede do time, seguido de sepultamento na segunda-feira no cemitério São João. Autoridades reforçaram patrulhas no bairro e pedem denúncias anônimas pelo 181, enquanto a comunidade cobra iluminação e câmeras extras em ruas de bares frequentados por peladeiros.

