Homem envia foto da ex morta em grupo de igreja após assassiná la na frente do filho em Itararé

 



Uma cena brutal rompeu a rotina de Itararé, no interior de São Paulo. Raquel de Oliveira Lima, de 26 anos, foi atacada pelo ex namorando na rua, esfaqueada diversas vezes na frente do próprio filho e deixada agonizando enquanto o agressor mexia no celular ao lado do corpo. Minutos depois, ele enviou a foto da vítima já morta em um grupo de igreja no qual participava, espalhando a imagem em um gesto cruel e calculado.


O crime ocorreu quando Raquel caminhava com a criança. Uma câmera de segurança registrou toda a sequência, desde o ataque até o momento em que o homem permanece ao lado do corpo com o telefone na mão. Raquel morreu ali mesmo, sem qualquer chance de defesa.


A recusa da jovem em aceitar se casar com o ex teria sido o estopim para a violência que se seguiu. O homem fugiu, mas foi localizado e preso. Ele confessou o assassinato e permanece detido.


O pai da vítima, Gildo Lima, contou que chegou ao local após ouvir o filho da vítima gritar por socorro. Encontrou a filha já sem vida, caída na rua. Ele relatou que o ex namorado aparentava ser alguém confiável, mas afirma que nunca imaginou que ele pudesse cometer algo tão brutal. O desespero tomou conta da família, que descreve a dor como irreparável.


Gildo diz que conseguiu falar rapidamente com o assassino ainda no local e, tomado pela revolta, chegou a empurrá lo. Ele destacou que Raquel era uma jovem alegre, dedicada ao trabalho e com forte vínculo na comunidade. A cidade pequena se mobilizou para apoiar a família diante da barbárie.


Raquel trabalhava como estagiária em uma escola municipal desde 2024. Em nota, a administração municipal lamentou profundamente o assassinato e decretou três dias de luto oficial em todo o município, ressaltando a dedicação da jovem à comunidade escolar.


O corpo da vítima foi velado na Santa Casa de Itararé e sepultado no cemitério municipal. A criança que presenciou o crime segue com a família. O caso continua sob investigação, mas a confissão do suspeito já foi formalizada no boletim de ocorrência.