EQUADOR - Três homens com antecedentes criminais foram executados na noite de quarta-feira em um ataque armado dentro do condomínio privado Isla Mocolí Golf Club, um dos mais seguros da província de Guayas, no Equador. Os agressores invadiram o complexo em múltiplos veículos, vestidos com uniformes semelhantes aos de policiais ou militares, e romperam várias barreiras de segurança antes de abrir fogo em uma quadra esportiva.
O atentado ocorreu por volta das 23h. Os sicários derrubaram a cancela de entrada, agrediram um vigia e dispararam com pistolas e fuzis automáticos contra as vítimas, que estavam no local como convidados e não residiam no condomínio. As três pessoas mortas foram identificadas como Stalin Rolando Olivero Vargas, conhecido como "Marino", Jefferson S. O. e Richard M. V., todos com fichas extensas por narcotráfico internacional, homicídio e roubo.
Stalin Rolando Olivero Vargas, líder da facção criminal Los Lagartos, era considerado um "alvo de alto valor" pelas autoridades equatorianas. A organização está associada a tráfico de drogas, assassinatos sob encomenda, extorsão, roubos e sequestros, controlando territórios na costa do país. "Marino" integrava a lista de foragidos mais procurados e mantinha uma suposta fachada empresarial, atuando como gerente em companhias de Guayas dedicadas a frutos do mar e imóveis.
As vítimas vestiam roupas casuais durante o ataque, com Olivero usando uma camisa amarela. A violência sugere um acerto de contas entre bandas rivais, possivelmente envolvendo Los Lobos, em meio a disputas por rotas de narcotráfico e "cobranças" de extorsão na região.
O ministro do Interior, John Reimberg, afirmou que os criminosos empregaram táticas paramilitares para acessar o local, protegido por câmeras e seguranças privados. Peritos analisam projéteis e veículos abandonados para identificar os responsáveis, enquanto operações policiais são intensificadas em Samborondón e Guayaquil.
O episódio destaca a escalada da violência ligada ao crime organizado em Guayas, com ataques a locais de elite sinalizando enfraquecimento das estruturas de segurança. Autoridades pedem denúncias anônimas pelo 1800-DELITO e prometem reforço no combate às facções. A investigação segue em andamento, sem prisões até o momento.
