Um homem de 34 anos foi morto de forma brutal após ser submetido ao chamado “tribunal do crime”, no bairro Quintino Cunha, em Fortaleza. O crime ocorreu na segunda-feira, 19 de janeiro, e é atribuído a integrantes de uma facção criminosa que atua na região.
Segundo as informações apuradas, a vítima vinha sendo acusada de um suposto estupro ocorrido na comunidade do Sossego. Essa acusação teria motivado a ação violenta do grupo criminoso. O homem foi agredido a pedradas, arrastado com o uso de cordas até outra área do bairro e, em seguida, mutilado. Ele teve uma mão e um pé arrancados e também apresentava sinais de tentativa de decapitação.
No local do crime, foram encontradas cordas que teriam sido utilizadas para arrastar a vítima. De acordo com relatos de uma fonte policial, parte dos moradores da região teme que o homem possa ter sido vítima de uma injustiça, já que não havia confirmação oficial sobre a acusação que teria motivado o ataque.
O chamado “tribunal do crime” é uma prática utilizada por facções criminosas, que realizam uma espécie de julgamento clandestino para punir pessoas acusadas de crimes ou de desobedecer regras impostas pelo grupo.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social confirmou a morte e informou que o homem foi encontrado com múltiplos sinais de violência. O órgão não se manifestou sobre a acusação de estupro. A Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e a Perícia Forense estiveram no local para os procedimentos iniciais.
O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, que busca identificar e localizar os responsáveis pelo crime.
