O corpo em avançado estado de decomposição, localizado na manhã de 12 de fevereiro de 2026 em uma área de mata no bairro Japiim, Zona Sul de Manaus, foi identificado como sendo de Ítalo Magalhães Barbosa, de 24 anos.
Ítalo desapareceu no sábado, 7 de fevereiro de 2026, por volta das 10h, na avenida João Câmara, bairro Novo Aleixo, Zona Norte. Segundo a família, ele saiu de casa animado para participar de uma entrevista de emprego, pediu ajuda a uma tia para chamar um carro por aplicativo e informou que depois iria encontrar um conhecido em um bar na região. Desde então, não respondeu mais mensagens nem ligações.
A família registrou boletim de ocorrência de desaparecimento, divulgou fotos e características do jovem em redes sociais e veículos locais na tentativa de localizá-lo com vida.
O cadáver foi encontrado próximo à entrada do Conjunto Atílio Andreazza, na curva da via logo após a Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Devido ao estado avançado de decomposição — com inchaço severo, pele escurecida e face em aspecto esquelético —, a identificação visual direta não foi possível. A família reconheceu o corpo pelas roupas: calça de moletom, camisa escura e tênis que Ítalo usava no dia em que saiu de casa.
Equipes do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) realizaram perícia no local em busca de indícios. O corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) para necropsia, exames complementares e determinação da causa da morte.
A Polícia Civil investiga o caso como possível homicídio, apurando se houve tortura, assassinato e posterior desova do corpo. Até o momento, não há informações oficiais sobre suspeitos, motivação ou causa exata da morte.
A família aguarda resultados oficiais do IML e da polícia. O caso gerou comoção nas zonas Norte e Sul de Manaus, reacendendo alertas sobre segurança em deslocamentos para entrevistas de emprego e encontros informais na capital amazonense.
