Trabalhador morre esmagado por plataforma de colheitadeira em fazenda de Novo Mundo (MT)




Geter Fábio Restello, de 44 anos, morreu na quarta-feira (11) após ser esmagado pela plataforma de uma colheitadeira enquanto realizava serviços de limpeza em uma fazenda na zona rural de Novo Mundo, município localizado a cerca de 750 km de Cuiabá, em Mato Grosso.

A vítima prestava serviços na propriedade e foi fazer a desobstrução da plataforma do maquinário. Para isso, entrou na parte inferior do equipamento sem acionar a trava de segurança da suspensão, dispositivo fundamental para evitar o desabamento da estrutura durante a manutenção. Enquanto retirava a sujeira acumulada, uma mangueira do sistema hidráulico se desprendeu do maquinário, provocando a queda repentina da plataforma sobre o corpo do trabalhador. Geter não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu ainda no local, antes da chegada de qualquer socorro.

Imagens do momento da tragédia foram registradas e passaram a circular em grupos de WhatsApp, especialmente entre trabalhadores e proprietários rurais. Em Rondônia, empresas do agronegócio já utilizam o vídeo como material de alerta e pretendem incorporá-lo a futuros treinamentos de segurança no trabalho, justamente para mostrar os riscos fatais da falta de protocolos adequados.

Especialistas em segurança do trabalho reforçam que intervenções em máquinas agrícolas de grande porte exigem bloqueio completo do sistema hidráulico e uso obrigatório de travas mecânicas, uma vez que falhas em mangueiras sob pressão são imprevisíveis e podem acontecer a qualquer momento.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica foi acionada para realizar os levantamentos no local do acidente e coletar evidências que ajudem a esclarecer a dinâmica dos fatos. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para os exames de praxe. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do acidente e verificar se houve falha no cumprimento dos protocolos de segurança ou negligência por parte da propriedade rural.

O caso acende um alerta para os riscos no manuseio de máquinas agrícolas e reforça a necessidade de treinamento adequado e cumprimento rigoroso das normas de segurança no campo.