Um homem identificado como Pikinha foi executado a tiros na noite da última sexta-feira (5) na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo com informações extraoficiais, o miliciano era apontado como integrante do grupo paramilitar do PL Jorgão, uma das facções criminosas que atuam na região. O crime teria sido ordenado pela Tropa do RD, braço armado do Comando Vermelho (CV), e ocorreu após dias de tensão no local.
Nas redes sociais, circula a informação de que a execução foi uma resposta direta à presença de milicianos no território. A Tropa do RD teria “cancelado o CPF” de Pikinha como forma de demonstrar poder e expandir o domínio do CV na área, que é alvo de uma guerra sangrenta entre facções e grupos paramilitares.
A comunidade do Terreirão vive sob constante tensão. Em abril, um confronto entre CV e milicianos resultou na morte de uma biomédica grávida de seis meses e de seu companheiro, que teriam sido confundidos com integrantes do grupo rival. O conflito, que envolve ao menos quatro organizações criminosas – CV, Terceiro Comando Puro e duas milícias –, tem como pano de fundo a exploração de serviços ilegais, como extorsão e venda de sinal de internet clandestino.
Equipes da Polícia Militar foram acionadas e realizaram incursões na comunidade. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu as investigações e analisa câmeras de segurança para identificar os autores do crime. Até o momento, nenhum suspeito foi preso e o corpo de Pikinha foi encaminhado ao IML.
A Polícia Civil não confirma oficialmente os nomes ou a hierarquia dos envolvidos. O clima na região segue de alerta, com relatos de novos tiroteios nas últimas horas. O Terreirão é um dos pontos mais críticos da Zona Oeste, onde a disputa por território já deixou dezenas de mortos nos últimos meses.
