Daniel Cesar Muller, o "Danielzinho", foi morto em uma emboscada na tarde desta terça-feira (4) na Avenida Tancredo Neves; dois homens encapuzados em um Gol branco efetuaram diversos disparos contra a vítima
Redação | 4 de agosto de 2026
Daniel Cesar Muller, de 37 anos, conhecido como "Danielzinho" ou "Pastorzinho", foi executado a tiros no início da tarde desta terça-feira (4) no bairro Parque Dez de Novembro (Parque 10), zona Centro-Sul de Manaus .
A vítima havia acabado de sair de uma clínica de estética , localizada na Avenida Tancredo Neves, quando foi surpreendida por dois homens encapuzados que estavam em um veículo modelo Volkswagen Gol, de cor branca . Os assassinos desembarcaram do carro e efetuaram diversos disparos contra Daniel, que foi atingido principalmente na cabeça e morreu no local .
A vítima estava acompanhada de uma mulher que havia ido realizar um procedimento estético no local . Após a execução, os criminosos fugiram em alta velocidade com destino ignorado .
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram rapidamente ao local, mas apenas puderam constatar o óbito . O corpo ficou estirado na calçada e foi coberto de forma improvisada com uma caixa de papelão até a chegada da perícia .
A Polícia Militar isolou a área para os trabalhos do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), que recolheu munições de calibre .45 no local . O corpo foi removido ao Instituto Médico Legal (IML) .
Quem era Daniel Cesar Muller
Daniel era apontado como uma das principais lideranças da extinta facção Família do Norte (FDN), atualmente aliada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) . Ele era parceiro de Ocimar Prado Júnior, o "Coquinho" .
Ele já havia sido preso em maio de 2017, em uma operação que prendeu outros três suspeitos de integrar a FDN . Na ocasião, o grupo foi preso em uma caminhonete S-10 blindada em um posto de combustíveis na Ponta Negra, e foram apreendidas várias armas de fogo .
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, Daniel acumulava diversas passagens policiais por homicídio e tráfico de drogas, mas estava em liberdade em razão de um alvará de soltura . O caso será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) .
